quinta-feira, 11 de junho de 2015

O SEQUESTRO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL


O SEQUESTRO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL


            No dia 7 de Junho de 2015 o povo de Lisboa saiu à rua para a procissão do Corpo de Deus. Foram milhares que estiveram presentes. Porém a comunicação social silenciou até a saciedade tal manifestação de fé cristã do povo português. Porquê?
            Porque a Comunicação Social não é independente já que está sequestrada pelo poder económico e politico. Estes, dominados pela Maçonaria, que tem nos lugares de poder os seus membros, têm instruções para que a comunicação social faça silêncio sobre a procissão do Corpo de Deus. Depois de terem acabado com o feriado do Corpo de Deus com a passividade dos bispos, agora a face seguinte é o silêncio sobre qualquer manifestação que tenha como objectivo adorar o Corpo do Senhor.

            É esta comunicação Social que está presente em força sempre que há manifestações, nem que seja apenas de dezenas de pessoas, que ponham de algum modo em causa qualquer coisa contra Deus ou contra a Igreja, nem que seja um encontro de meia dúzia de hindus, muçulmanos, etc.
          
  No dia 10 de Junho, também deste ano, houve uma manifestação pela nacionalidade, convocada pelo Partido Nacional Renovador, mas também aqui o silêncio da Comunicação Social é vergonhoso. Porquê? Por dois motivos. O primeiro, para que esse partido não seja conhecido e possa ser um problema para os 3 partidos (PSD/CDS e PS) que têm o aparelho de Estado como refém. Segundo, porque dominados pela ideia do multiculturalismo, qualquer manifestação pela nacionalidade é uma afronta aos imigrantes, mesmo que estes não tenham muito apreço pelo país.
            Portugal precisa que surja alguém que acabe com o domínio destes 3 partidos, que elimine a maçonaria do país e purifique todo o aparelho de Estado dos parasitas colocados pelos mesmos.

Luber Jolou



                                                               

quarta-feira, 27 de maio de 2015

D. Afonso Henriques e o nascimento de Portugal

D. Afonso Henriques
e o nascimento de Portugal
Quando nos debruçamos sobre a história de Portugal logo somos assaltados por um interessante paradoxo: como pôde um país tão pequeno em extensão territorial realizar uma epopeia — navegações, descobrimentos, conquistas, feitos missionários — de tão grande monta?
A história do nascimento dessa nação traz um pouco de luz para a solução do intrigante problema. Com efeito, Deus Nosso Senhor, tal como fez com o povo eleito do Antigo Testamento, escolheu Portugal para intervir na História, a seu modo preparando “um Império” por cujo meio seu nome seria “publicado entre as nações mais estranhas”.
Antecedentes
Os visigodos arianos, expulsos da França pela acção de Clóvis,(1) penetraram na Península Ibérica, ali encontrando os suevos, povo pagão instalado naquelas terras. O longo trabalho da Igreja, aliado à influência de povos já convertidos, vai entretanto dobrando aos poucos a dura cerviz dos “bárbaros”. Por volta de 560, conforme narra o historiador luso João Ameal, “o povo suevo se converte à verdadeira religião, graças a São Martinho de Dume. Em Braga se celebra (em 561) um concílio para festejar a conversão. Cria-se o rito bracarense — e a metrópole sueva torna-se, como então foi dito, a Roma das Espanhas”.(2) Ainda algumas disputas com os arianos e, no III Concílio de Toledo em 589, os monarcas e bispos hereges acabam por abjurar a heresia.
Entretanto, agiganta-se outro inimigo da Cristandade nascente. O império maometano assenhora-se do norte da África e fica à espreita da ocasião para invadir a Europa divida. Esta ocasião não tarda. “Apesar dos benefícios resultantes da unificação cristã e da obra moralizadora e organizadora dos Concílios, apesar de uma cultura já brilhante, a sociedade visigoda não se sustenta”,(3) corroída que está por poderosas toxinas (restos do partido ariano, chefes locais e grupos disseminadores de insatisfação). Em 710, brigas sucessórias entre os visigodos acabam por abrir as portas aos mouros, que acorrem em grande número. Sua marcha só é tolhida por Carlos Martel, já em território franco.
A presença moura logo se consolida. Forma-se no território ibérico um “xadrez movediço”, dadas as incessantes disputas entre os próprios muçulmanos, as conquistas e derrotas dos visigodos, e a resignação dos chamados mosárabes.(4)
Cerca de cinco séculos vão se passar num convívio, ora pacífico, ora sangrento, entre invasores e cristãos. Mas não sem que o desejo da reconquista impulsione os verdadeiros cavaleiros. Afonso VI de Leão, no século XI, desponta como líder da insurreição, disposto a responder à altura à insolência dos príncipes árabes.
A Igreja, entretanto, encontra-se em crise. Mas a ação da Providência não tarda. E os beneditinos de Cluny, com sua rede de mosteiros que vão se difundindo por toda a França, tornam-se o centro da reforma.
É a esse ramo beneditino que Afonso VI recorre, em um momento culminante na luta contra os mouros. E o abade Hugo, que naquela ocasião governava Cluny, não o decepciona. Intervindo junto a Filipe I da França, consegue reforços, pondo em marcha um valoroso grupo de cavaleiros franceses.
Vitorioso, D. Afonso VI retribui aos cavaleiros concedendo-lhes territórios e a mão de suas filhas. Uma delas – Da. Tereza – desposa D. Henrique de Borgonha, que recebe, além disso, o senhorio sobre uma região localizada entre os rios Minho e Tejo, no extremo oeste da Península. Em 1097, D. Henrique usa já o expressivo título de “Conde portucalense”.
Com esses casamentos D. Afonso VI consegue descentralizar o poderio militar de seu império, favorecendo a resistência a um inimigo que ataca inopinadamente em todas as frentes. Tal descentralização ocasionará, mais à frente, o desmembramento de seu império.
Morrendo D. Afonso VI, D. Henrique vê a oportunidade de emancipação de seu Condado. Vários factores levam à formação do que João Ameal chama de “uma nacionalidade em potência”: “Todos os factores cujo esquemático panorama acaba de ser enumerado — hipotéticas diferenciações geográficas, étnicas e linguísticas, singularidade de um destino marcadamente oceânico, intenso comércio marítimo com as populações nórdicas, superiores desígnios pontifícios para a arrumação da Península, ascendente benéfico de Cluny, justificáveis ambições pessoais de D. Henrique, antiga e persistente aspiração dos senhores de entre-Douro-e-Minho à conquista da autonomia — se conjugam para apresentar aqui, nos inícios do séc. XII, o que será justo chamar: uma nacionalidade em potência”.(5)
Dom Afonso Henriques
No entanto, D. Henrique — cujo nome “é o primeiro a gravar-se nos anais da conquista da independência portuguesa” — morre sem conseguir realizar suas aspirações.
Seu filho Afonso, sem embargo, vai se mostrando desde pequeno propenso a realizá-las. E os melhores vultos da nobreza — entre os quais o mítico Gonçalo Mendes, o Lidador — põem nele suas esperanças. Ainda muito jovem, sai vencedor na Batalha de São Mamede, o que lhe assegura a soberania sobre seus territórios frente às pretensões dos reinos vizinhos e de facçõesinternas.
As relações com o governo leonês deixam de ser vassalo-senhor. Mostrando seus propósitos de emancipação, D. Afonso vai ao mesmo tempo consolidando a estrutura de seus domínios. Favorece a estabilização do poder eclesiástico nas mãos do arcebispo de Braga e trabalha em prol de boas relações com a Santa Sé.
O “Fundador dos Impérios”
Os árabes agitam-se novamente, fazendo incursões e derrotando os portucalenses. D. Afonso assina um acordo de paz com o imperador de toda a Hispania (Afonso VII de Leão e Castela), assegurando a estabilidade em uma de suas frentes. Para barrar o mouro invasor, intui que é preciso causar terror em seu meio. Aproveitando-se de uma crise dinástica entre Almorávidas e Almôhadas, penetra em território dominado por eles para dar batalha.
O número dos inimigos, entretanto, começa a esmorecer a coragem dos portucalenses. Assim narra o próprio D. Afonso: “Eu estava com meu exército nas terras de Alentejo no Campo de Ourique para dar batalha a Ismael, e outros quatro reis mouros, que tinham consigo infinitos milhares de homens; e minha gente, temerosa de sua multidão, estava atribulada, e triste sobremaneira, em tanto que publicamente diziam alguns seria temeridade acometer tal jornada. E eu, enfadado do que ouvia, comecei a cuidar comigo o que faria”.(6)
No meio dessa preocupação, D. Afonso entra em sua tenda, toma a Sagrada Escritura, abre-a justamente na narrativa da vitória de Gedeão, e dirige em seguida uma prece a Deus: “Mui bem sabeis Vós, Senhor Jesus Cristo, que por amor vosso tomei sobre mim esta guerra contra os blasfemadores de vosso nome”. Cansado, adormece e, em sonho, vê um ancião que vem até ele, prometendo-lhe a vitória. Seu camareiro logo o desperta, apresentando o mesmo ancião que vira no sonho, o qual lhe dirige a mesma promessa de vitória, acrescentando que Nosso Senhor queria comunicar-lhe uma mensagem.
D. Afonso obedece às ordens daquele homem de Deus, dirigindo-se ao local determinado. “Vi de repente no próprio raio resplandecente o sinal da Cruz, mais resplandecente que o Sol, e
Jesus Cristo crucificado nela. Lancei-me por terra e, desfeito em lágrimas, comecei a rogar pela consolação de meus vassalos, e disse sem nenhum temor: ‘A que fim me apareceis, Senhor? Quereis por ventura acrescentar fé a quem tem tanta? Melhor é por certo que vos vejam os inimigos, e creiam em vós, que eu, que desde a fonte do Baptismo vos conheci por Deus verdadeiro, Filho da Virgem, e do Padre Eterno, e assim vos conheço agora’. O Senhor, com um tom de voz suave, que meus ouvidos indignos ouviram, me disse: ‘Não te apareci deste modo para acrescentar tua fé, mas para fortalecer teu coração neste conflito, e fundar os princípios de teu Reino sobre pedra firme. Confia, Afonso, porque não só vencerás esta batalha, mas todas as outras, em que pelejares contra os inimigos da minha Cruz. Acharás tua gente alegre, e esforçada para a peleja, e te pedirá que entres na batalha com o título de Rei. Não ponhas dúvida; mas tudo quanto te pedirem lhe concede facilmente. Eu sou o fundador, e destruidor dos Reinos, e Impérios; e quero em ti, e teus descendentes, fundar para mim um Império, por cujo meio seja meu nome publicado entre as nações mais estranhas’. ‘Por que méritos, Senhor, me mostrais tão grande misericórdia? Ponde vossos benignos olhos nos Sucessores, que me prometeis, e guardai salva a gente portuguesa’. ‘Não se apartará deles, nem de ti, nunca, minha misericórdia, porque por sua via tenho aparelhadas grandes searas, e a eles escolhidos por meus segadores em terras mui remotas’. Dito isto, desapareceu”.
Confortado por essas palavras, D. Afonso volta para o acampamento. No brilho dos seus olhos, e no vigor de sua expressão, seus cavaleiros encontram ânimo para dar batalha aos infiéis.(7)

terça-feira, 19 de maio de 2015

QUANDO O POLICIA É INSEGURANÇA E DESCONFIANÇA

QUANDO O POLICIA
É INSEGURANÇA E DESCONFIANÇA

No dia 17/05/2015, em Guimarães, o Subcomissário, comandante da PSP de Guimarães, prestou um mau serviço à PSP e também à população. As imagens são evidentes.

Espera-se que o polícia seja um homem ponderado e não de fácil movimento impulsivo, violento e repentino. Nas imagens mostra um homem cheio de raiva e violento, que nem a presença das crianças o fazem ponderar e temperar a sua acção.

Verificamos ainda que o agredido foi constituído arguido constando do auto que o mesmo cuspiu na face e rasgou a farda. As imagens desmentem.

Em que medida este polícia presta um péssimo serviço à própria Policia e às pessoas?

Perante as imagens às pessoas ficam com a ideia de que estão sujeitas a arbitrariedade e aos humores do polícia, e não a sensatez e a ponderação do mesmo. Por outro, sabendo a justificação do auto, também passa para a sociedade de que a polícia não usa a verdade como esclarecimento dos factos, mas a mentira para encobrimento dos mesmos.

O subcomissário prestou um péssimo serviço à Polícia e às pessoas, pois transmitiu um sentimento de desconfiança e de insegurança face a PSP.

Como repor a confiança e a segurança às pessoas e até a própria PSP? É evidente que o subcomissário tem de ser punido exemplarmente e que tal medida seja do conhecimento público, mas que esta punição não seja, também, sentida uma desautorização a PSP, mas pelo contrário um estímulo.

19/05/2015
Luber









quinta-feira, 14 de maio de 2015

PASSOS COELHO E A CRISE

PASSOS COELHO E A CRISE

A máfia do partido socialista, braço civil na sociedade, por excelência, da Maçonaria, levou, pela terceira vez vez, Portugal a bancarrota, desta vez pela mão do mercenário de serviço, José Sócrates. Aliás desde a implementação da república, imposta pela Maçonaria a Portugal, que o país ficou sequestrado por este bando de malfeitores, ao ponto de terem mudado a bandeira nacional pela sua bandeira, qual piratas que quando tomam um navio hasteiam a “Jolly Roger”.
Face a mais uma tragédia, surge outro mercenário, Passos Coelho. Este da mesma escola do outro, mostrou-se especialista na arte da mentira política, varrendo qualquer resquício de pudor, escrúpulo ou reserva de verdade. Isto é, qual irmão gémeo de José Sócrates, mas com outra roupagem.
Passos Coelho, como bom aluno de “Niccolò Machiavelli, exercitou na perfeição “os fins justificam os meios” (quaisquer meios que funcionem), e também “os meios justificam os fins” para ter sucesso. Isto é, ser eleito. E teve sucesso, pois hoje é Primeiro-Ministro.

Para todos os pensadores sociais, antes da Modernidade, a meta da vida política era a virtude: uma sociedade boa era aquela em que as pessoas fossem boas. Não havia “dois pesos e duas medidas” para a bondade, um no âmbito da vida individual, outro no da vida social. Isto até Maquiavel. A partir dele, a Política deixou de ser a arte do bem viver em sociedade para tornar-se “a arte do possível”, “a arte do sucesso”. Todos os filósofos políticos e sociais da Modernidade, da nossa actual civilização, têm influência de Maquiavel: Hobbes, Locke, Rousseau, Stuart Mill, Kant, Hegel, Marx, Nietzsche, Dewey. A filosofia destes passa a defender os princípios de Maquiavel que é rejeitar o ideal da virtude e a rebaixar o padrão da moralidade, levando a supressão da mesma.
Maquiavel dizia que a moral dificulta o sucesso. Por isso é necessário “aprender a não ser bom” (O Príncipe, cap. 15), a quebrar as promessas feitas, a mentir, a trapacear e a roubar (cfr. cap. 18) para ser bem-sucedido.
Passos Coelho quebrou todas as promessas feitas, mentiu com todos os dentes que tem na boca, trapaceou e roubou a boa-fé dos portugueses e, com isso, teve sucesso. Hoje é Primeiro-ministro. Será o seu governo legítimo? Não, não é legítimo. Porque não é legítimo? Porque a eleição do mesmo foi na base de um coro de mentiras. O Presidente da República devia ter demitido Passos Coelho, pois simplesmente enganou o povo. Porque não o fez? Simples… porque é da mesma escola e da mesma casa. Aliás, os Presidentes da República são sempre presidentes da claque, nunca do país.
Chagado ao fim da legislatura a pergunta que se impõe é: Passos Coelho governou bem? A resposta é simples e clara: NÃO. Passos Coelho nunca governou para o povo, para as pessoas, mas para aqueles que foram a causa da crise: políticos, banqueiros e empresários que vivem à conta do orçamento de Estado.

Noam Chomsky sobre se Portugal lidou bem com a crise o mesmo afirmou que crê que “está a cometer um erro sério, porque os programas de austeridade são absolutamente destrutivos e que nem do ponto de vista da economia fazem sentido. Até os economistas do FMI reconhecem isso. E estão a destruir a conquista mais importante do pós-guerra, o estado social. Nos resgastes o dinheiro foi quase todo para os bancos. O problema foi das instituições financeiras e dos bancos e as populações é que pagaram. O único país que que actuou racionalmente foi a Islândia e teve êxito. Disse que não pagava (suspendeu os pagamentos aos credores internacionais) para grande fúria dos bancos alemães” (revista “Visão” nº.1158, 14 a 20/05/2015, pag.20).
Foi este o trabalho mercenário de Passos Coelho, garantir que os bancos alemães recebessem o dinheiro. E porque Passos Coelho prefere levar o povo à miséria para garantir que os bancos alemães recebam o dinheiro? Pela mesma razão acima já exposta: sucesso. Passos Coelho não está preocupado com o país, mas com o sucesso do seu futuro. Por esta razão o mesmo faz tudo para agradar aos banqueiros internacionais a fim de que estes possam assegurar o seu futuro, num cargo importante e bem remunerado.

sábado, 31 de maio de 2014

CANONIZAÇÕES

UMA REFLEXÃO
(Canonizações)

A Igreja canonizou o Papa João Paulo II e o Papa João XXIII. Prepara-se agora para canonizar o Papa Paulo VI.
O que está por detrás destas canonizações? A santidade das pessoas ou a utilização das mesmas para outro fim? Qual o real objectivo destas canonizações?
O Papa João XXIII foi o Big Bang da crise que eclodiu na Igreja. O Papa João Paulo II foi o pai dos Encontros de Assis, a babel.
O Papa Paulo VI o pai da trágica reforma litúrgica.
Se atendermos os critérios, antes do Concilio Vaticano II, jamais estes três Papas seriam canonizados precisamente pelos graves erros, atrás referidos. Porquê? Porque as canonizações não preenchem as condições exigidas pelo Concílio Vaticano I para garantir a infalibilidade de um acto pontifício.
No novo processo o exame de não-culto é somente “de visu“, isto é, a olho, e o exame “De scriptis” se limita ao que foi publicado de modo impresso, não se examinando manuscritos. Também no novo processo foi abolido o chamado “advogado do diabo“, isto é, o acusador, de modo que o novo processo se faz examinando uma biografia positiva do Servo de Deus, cuja causa está em exame.
O Papa João Paulo II foi um homem que deu imagem de santidade, particularmente nos últimos dias da sua vida que foram heróicos. Contudo, a gravidade dos Encontros de Assis seria o suficiente e o bastante para não ser canonizado se atendermos aos critérios, antes do Concilio Vaticano II. Temos assim, que para a Igreja Conciliar tais erros não são impeditivos para serem canonizados, já para a Igreja, antes do Vaticano II, seriam de todo impeditivos.
Os Encontros de Assis, à luz do anterior magistério e da doutrina católica, são um acto gravíssimo porque, entre vários erros, atenta contra o Primeiro Mandamento de Deus.
Há quem justifique os Encontros de Assis com o legitimo progresso do magistério. Mas este não deve ser continuidade do anterior? A legitimidade não assenta na continuidade do depósito da fé recebido e na fidelidade a Tradição Teológica?
Os Encontros de Assis preenchem esses requisitos? Evidentemente que não.
Entretanto estamos a beira de mais uma canonização, a do Papa Paulo VI. Sobre este Papa existem três obras, com vasta documentação e factos sérios, que desencorajaram o Papa João Paulo II a dar o passo da canonização.
O Papa Paulo VI foi o combustível do Big Bang de João XXIII. Paulo VI incendiou o edifício, assistiu ao incêndio e a destruição do mesmo e nada fez, qual Nero dos tempos modernos.

Passados 50 anos, ainda hoje a Igreja sofre as consequências deste incêndio: a reforma litúrgica. Como é possível canonizar um Papa que protestanizou a Santa Missa?
Face a isto, levanta-se a questão: Se não são as pessoas que se quer canonizar, então o que se pretende com estas canonizações?
É para todos evidente que a Igreja está numa gravíssima crise, a maior de todos os tempos.
Lutero com a sua “reforma” não conseguiu a magnitude da actual crise da Igreja. A revolta ou a revolução de Lutero foi extra-corpo. Foi um vírus que fez muito mal, mas que o corpo da Igreja conseguiu barrar a sua entrada. A Igreja ficou de cama, mas levantou-se.
O que se passa hoje? A resposta está no Vaticano II. Há neste Concílio um mistério de iniquidade permitido por Deus, talvez como castigo.
Em que consiste este mistério de iniquidade? Misteriosamente o Vaticano II acolheu o vírus que há 500 anos atacou a Igreja, e que esta soube defender-se.
Estranhamente, numa atitude incompreensível e até suicida, por ora, misteriosa, a Igreja, com o Vaticano II, injecta nela própria, nas suas veias, o vírus de há 500 anos. Se há 500 anos ela ficou de cama, hoje ela está moribunda, agonizante.
Mas, o mais extraordinário, é que ela acha que está com saúde, um estado saudável como nunca teve.
Temos aqui a situação do doente que se apaixona pela sua própria doença. Isto é, encontra-se no estado de Stockholmssyndromet, também conhecido pelo Síndrome de Estocolmo. A vítima tenta identificar-se com o raptor. No caso da Igreja, esta tenta identificar-se com a doença.
Quando assim é, evidentemente que a cabeça está gravemente doente. Quem é a cabeça deste corpo que é a Igreja? Todos sabemos que é Cristo. Mas a cabeça visível, pela qual Cristo rege, é o Papa, bispos e presbíteros.
Havia um cantor português, António Variações, que tinha e tem uma música cujo título é “Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga”. Curiosamente foi o que aconteceu com ele. Morreu de sida.
Temos então todo um corpo a sofrer porque a cabeça não tem juízo. Tal é a gravidade desta perda de juízo que transformou os pastores em lobos. Destes há os que têm consciência que o são. Outros há, que não têm consciências que se transformaram em lobos, devido a cegueira espiritual, em consequência da circulação do sangue envenenado pelo vírus que entrou através do Vaticano II. Por último, temos os que tendo consciência deste veneno, e dos lobos, por medo destes tornaram-se cúmplices dos mesmos por covardia, por medo, por respeitos humanos, por uma deficiente noção de obediência, por interesses pessoais e, por fim, a soma disto tudo, por falta de fé.
A geração episcopal e Presbestial do espirito do Vaticano II, na sua grande maioria, serão réus de morte diante do juízo de Deus.

De Santo Afonso de Ligório, no livro "A Selva", lê-se que S. João Crisóstomo tem por condenado o padre que no tempo do seu sacerdócio comete um só pecado mortal: Se pecardes como particular, será menor o vosso castigo; se pecais no sacerdócio, estais perdido.
São em verdade terríveis as ameaças, que o Senhor profere pela boca de Jeremias contra os padres que pecam: Estão manchados o profeta e o sacerdote, e eu encontrei na minha casa a iniquidade deles, diz o Senhor. Por isso o seu caminho será como um atalho escorregadio e coberto de trevas.
Pela boca de Ezequiel: Coloquei-vos sobre o monte santo de Deus… e vós pecastes; e eu vos expulsei do monte de Deus, e vos entreguei à ruína. Vós que sois padres, diz o Senhor, eu vos estabeleci sobre a montanha santa, para serdes os faróis do universo: Sois vós a luz do mundo. Uma cidade assente no cimo duma montanha não pode estar escondida.
S. Jerónimo diz: Nenhuma besta há no mundo mais feroz que um mau padre, porque esse não se quer deixar corrigir. E o autor da Obra imperfeita: Os leigos facilmente se emendam, mas um mau eclesiástico é incorrigível.
Cinquenta anos passaram depois do Vaticano II e os factos desmentem, até a saciedade, a primavera pentecostal da Igreja. Pelo contrário, surgiu um inverno tenebroso que tem feito muitas vítimas, quer no povo de Deus, quer no próprio corpo sacerdotal. Cinquenta anos depois do Vaticano II, é indesmentível que a Igreja está moribunda.
Então qual o sentido e o objectivo destas canonizações? Este gesto, estas iniciativas, fez-me vir à mente aquela passagem bíblica da Escritura em que o Anti-Cristo em desespero de causa para convencer e credibilizar-se eleva-se aos céus. Sei que a imagem é forte, mas foi a que me veio à mente. Uso a mesma como analogia.
Vejo assim que as actuais canonizações são um acto de desespero para credibilizar o Concilio Vaticano II. É a síndrome de Estocolmo que confirma a identificação com a doença, quando é evidente que esta deu muitos maus frutos à Igreja. Contudo, misteriosamente, esta apaixonou-se e identificou-se com a doença.
Face a isto é pertinente perguntar como é possível que o Espirito Santo permitiu tal coisa?
Bem, se olharmos para a história da Igreja vemos que também o Espirito Santo permitiu Papas devassos, assassinos, tenebrosos e maus, bem como outros acontecimentos infelizes.
O Vaticano II é, dentro da história dos Concílios da Igreja, um concilio atípico e, por isso, único, fugindo à Tradição.
Porque permitiu o Espirito Santo tal acontecimento? Por castigo dos nossos pecados? Muito provavelmente.
Verificamos que a Igreja, saída do Vaticano II, conhecida hoje como Igreja Conciliar, tem resistência à Tradição no sentido do antes Vaticano II. Verifica-se ainda que ela combate a Tradição e persegue a mesma. Para a Igreja Conciliar a Tradição é o Vaticano II, que resume nele tudo o que foi dito antes. Portanto, Tradição é o Vaticano II e este é a Tradição. É como que se a Igreja tivesse nascido a partir do Vaticano II. Por isso, ela hoje é conhecida como a Igreja Conciliar. É assim notório a existência de ideias revolucionárias no Vaticano II que se caracteriza por uma ruptura com o passado, uma recusa da experiência acumulada durante séculos (a missa tridentina ou a missa de sempre). Apaga-se tudo e recomeça-se de novo, baseando tudo na ideia que se tem das coisas (A missa de Paulo VI). 
Porquê então este combate e perseguição a Tradição que a Igreja ensinou desde os Apóstolos até aos nossos dias? Porque voltar a Tradição é repor a Verdade litúrgica no seio da Igreja, o que provocará uma luta doutrinal contra o erro.
Por isso se pode entender as palavras de Paulo VI ao seu amigo Guitton, em Setembro de 1976: “Mas essa missa dita de São Pio V, como se a vê em Ecône, se torna o símbolo da condenação do Concílio. Ora, jamais aceitaremos, em nenhuma circunstância, que se condene o Concílio por meio de um símbolo. Se fosse acolhida essa excepção, o Concílio inteiro arriscaria de vacilar. E consequentemente a autoridade apostólica do Concílio”. 
Percebe-se assim porque a Igreja Conciliar mantém esta resistência a Tradição. A presença pública e autorizada do erro litúrgico no seio da Igreja, a missa de Paulo VI, provoca uma luta e resistência doutrinal contra a verdade. E tem sido essa a práxis da Igreja Conciliar perseguir tudo o que seja da Tradição, particularmente a missa do rito romano, também conhecido como gregoriana, tridentina ou de S.Pio V. Porque? Porque esta missa, conhecida também como a minha de Sempre, seria uma presença publica e clara da Verdade litúrgica no seio da Igreja o que, evidentemente, desmontaria o erro que está por detrás da missa de Paulo VI.
As canonizações dos Papas João XIII, João Paulo II e brevemente de Paulo VI em última análise não tem como fim os Papas visados, mas sim justificar com os mesmos a infalibilidade de uma época histórica que introduziu na Igreja a primazia da prática pastoral sobre a doutrina, da caritas (caridade) à frente da veritas (verdade). Tal praxis é totalmente contrária ao ensino do magistério da Igreja e dos Concílios desde os apóstolos até ao Vaticano II.
Perante tudo isto o que deve fazer o católico? Ser sedevanquista? JAMAIS! Isso é um erro terrível. Deve rezar ainda mais pelo Papa e pela Igreja. Não deve, de modo nenhum, difamar o Papa, deve sim combater o erro. Jesus quis que a Igreja fosse edificada sobre Pedro. Já tivemos Papas completamente devassos. É com Pedro que todo o católico deve estar, mesmo que este erre. A sua atitude deve ser a da oração por Pedro, pela Igreja e do combate ao erro.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

PORQUÊ A MISSA TRADICIONAL?

Por que a Missa Tradicional?
(1) A venerável e imemorial Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, é teocêntrica –centrada e direccionada a Deus Todo-Poderoso. Ela dá glória constante ao Deus Trino: um sacrifício de adoração, acção de graças, propiciação e impetração, direccionado a Deus, tanto teológica quanto ritualmente.

(2) A venerável Missa Romana (Missa Tradicional) é a “Missa de Sempre”; é a Missa que sempre foi oferecida pela Igreja una, santa e católica. Assim, ela é a verdadeira e autêntica Missa Católica. Ela é a Missa que foi transmitida pela tradição de Roma, a cidade consagrada pelo sangue de dois príncipes, os santos apóstolos São Pedro e São Paulo. Ela é a obra prima de dois mil anos da Tradição, vida e culto católicos.

(3) Através da Missa Tradicional podemos ser supremamente fiéis a nossa religião católica, isto é, fiéis (exactamente à mesma) lei da fé (lex credendi) e (exactamente à mesma) lei da oração (lex orandi) que foram professadas por todos os nossos ancestrais na Fé, remontando aos próprios Apóstolos.

(4) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes, professa, manifesta e honra o inefável Mistérioque acontece: Jesus Cristo, o único Sumo Sacerdote, oferece a Sua vida, através do ministério de Seus sacerdotes, de maneira incruenta. Nosso Redentor volta a morrer por nós de maneira mística.
(5) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, professa, manifesta, reverencia e adora o inefável Mistério que acontece: o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, junto com a Sua alma e Divindade, se tornam realmente presentes através do Milagre da Transubstanciação no momento da Consagração.
(6) É Dogma da Fé Católica que o culto de Adoração (latria) deve ser dado a Cristo presente na Eucaristia. A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, realiza esse culto de maneira perfeita.
(7) A venerável Missa Romana realça o fato de que a Santa Missa é o próprio sacrifício de Cristo, santo, perfeito e completo em cada aspecto, através do qual cada fiel honra a Deus de maneira nobre, confessando ao mesmo tempo o seu próprio nada e o supremo domínio que Deus tem sobre ele.
(8) A venerável Missa Romana é imutável. Ela se caracteriza por uma santa permanência e estabilidade. Ela é extremamente importante, porque reflecte a lex credendi (a Fé), que não muda. Deus é imutável, as santas verdades da Fé Católica são imutáveis, a Sagrada Escritura é imutável. . . A Santa Missa é imutável.
(9) A Missa Romana clássica é universal. Ela nos une não somente a todos os católicos do mundo (espaço), mas também a todos os nossos ancestrais católicos ao longo dos séculos (tempo), especialmente, às multidões de santos, cujas almas foram nutridas e fortalecidas pela mesma Liturgia celeste.
(10) O nosso Rito Antigo expressa a Fé Católica Romana de maneira clara e completa, com beleza sublime e nobre precisão, como, por exemplo, os mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação, a santidade e grandeza de Deus Todo-Poderoso, o mistério da graça e a realidade do pecado, a veneração da Santíssima Virgem Maria, os anjos e os santos, a Missa como o Sacrifício de Cristo oferecido ao Pai Eterno para a nossa salvação, o sacerdócio como uma perpetuação do próprio Sacerdócio de Cristo, a natureza hierárquica da Igreja, morte, juízo, céu e inferno.
(11) A venerável Missa Romana professa, manifesta e exalta os seguintes efeitos do Santo Sacrifício da Missa: a Santíssima Trindade é adorada, honrada e glorificada, Jesus Cristo renova [misticamente] a Sua Morte na Cruz, Jesus Cristo intercede pela Igreja, a Virgem Maria e os santos são honrados, a Igreja é auxiliada na batalha contra o demónio e em seu esforço para alcançar o céu, as santas almas são libertadas do purgatório.
(12) As orações da Missa Tradicional expressam, transmitem e exaltam a doutrina católica, como, por exemplo, o ensinamento católico sobre o inferno, o juízo divino, a ira de Deus, a punição pelo pecado, a maldade do pecado como o mal maior, o desapego do mundo, o purgatório, as almas dos falecidos, o reinado de Cristo na terra, a Igreja Militante, o triunfo da Fé Católica, os males da heresia, cisma e erro, a conversão de não católicos, os méritos dos santos e os milagres.