terça-feira, 19 de maio de 2015

QUANDO O POLICIA É INSEGURANÇA E DESCONFIANÇA

QUANDO O POLICIA
É INSEGURANÇA E DESCONFIANÇA

No dia 17/05/2015, em Guimarães, o Subcomissário, comandante da PSP de Guimarães, prestou um mau serviço à PSP e também à população. As imagens são evidentes.

Espera-se que o polícia seja um homem ponderado e não de fácil movimento impulsivo, violento e repentino. Nas imagens mostra um homem cheio de raiva e violento, que nem a presença das crianças o fazem ponderar e temperar a sua acção.

Verificamos ainda que o agredido foi constituído arguido constando do auto que o mesmo cuspiu na face e rasgou a farda. As imagens desmentem.

Em que medida este polícia presta um péssimo serviço à própria Policia e às pessoas?

Perante as imagens às pessoas ficam com a ideia de que estão sujeitas a arbitrariedade e aos humores do polícia, e não a sensatez e a ponderação do mesmo. Por outro, sabendo a justificação do auto, também passa para a sociedade de que a polícia não usa a verdade como esclarecimento dos factos, mas a mentira para encobrimento dos mesmos.

O subcomissário prestou um péssimo serviço à Polícia e às pessoas, pois transmitiu um sentimento de desconfiança e de insegurança face a PSP.

Como repor a confiança e a segurança às pessoas e até a própria PSP? É evidente que o subcomissário tem de ser punido exemplarmente e que tal medida seja do conhecimento público, mas que esta punição não seja, também, sentida uma desautorização a PSP, mas pelo contrário um estímulo.

19/05/2015
Luber









quinta-feira, 14 de maio de 2015

PASSOS COELHO E A CRISE

PASSOS COELHO E A CRISE

A máfia do partido socialista, braço civil na sociedade, por excelência, da Maçonaria, levou, pela terceira vez vez, Portugal a bancarrota, desta vez pela mão do mercenário de serviço, José Sócrates. Aliás desde a implementação da república, imposta pela Maçonaria a Portugal, que o país ficou sequestrado por este bando de malfeitores, ao ponto de terem mudado a bandeira nacional pela sua bandeira, qual piratas que quando tomam um navio hasteiam a “Jolly Roger”.
Face a mais uma tragédia, surge outro mercenário, Passos Coelho. Este da mesma escola do outro, mostrou-se especialista na arte da mentira política, varrendo qualquer resquício de pudor, escrúpulo ou reserva de verdade. Isto é, qual irmão gémeo de José Sócrates, mas com outra roupagem.
Passos Coelho, como bom aluno de “Niccolò Machiavelli, exercitou na perfeição “os fins justificam os meios” (quaisquer meios que funcionem), e também “os meios justificam os fins” para ter sucesso. Isto é, ser eleito. E teve sucesso, pois hoje é Primeiro-Ministro.

Para todos os pensadores sociais, antes da Modernidade, a meta da vida política era a virtude: uma sociedade boa era aquela em que as pessoas fossem boas. Não havia “dois pesos e duas medidas” para a bondade, um no âmbito da vida individual, outro no da vida social. Isto até Maquiavel. A partir dele, a Política deixou de ser a arte do bem viver em sociedade para tornar-se “a arte do possível”, “a arte do sucesso”. Todos os filósofos políticos e sociais da Modernidade, da nossa actual civilização, têm influência de Maquiavel: Hobbes, Locke, Rousseau, Stuart Mill, Kant, Hegel, Marx, Nietzsche, Dewey. A filosofia destes passa a defender os princípios de Maquiavel que é rejeitar o ideal da virtude e a rebaixar o padrão da moralidade, levando a supressão da mesma.
Maquiavel dizia que a moral dificulta o sucesso. Por isso é necessário “aprender a não ser bom” (O Príncipe, cap. 15), a quebrar as promessas feitas, a mentir, a trapacear e a roubar (cfr. cap. 18) para ser bem-sucedido.
Passos Coelho quebrou todas as promessas feitas, mentiu com todos os dentes que tem na boca, trapaceou e roubou a boa-fé dos portugueses e, com isso, teve sucesso. Hoje é Primeiro-ministro. Será o seu governo legítimo? Não, não é legítimo. Porque não é legítimo? Porque a eleição do mesmo foi na base de um coro de mentiras. O Presidente da República devia ter demitido Passos Coelho, pois simplesmente enganou o povo. Porque não o fez? Simples… porque é da mesma escola e da mesma casa. Aliás, os Presidentes da República são sempre presidentes da claque, nunca do país.
Chagado ao fim da legislatura a pergunta que se impõe é: Passos Coelho governou bem? A resposta é simples e clara: NÃO. Passos Coelho nunca governou para o povo, para as pessoas, mas para aqueles que foram a causa da crise: políticos, banqueiros e empresários que vivem à conta do orçamento de Estado.

Noam Chomsky sobre se Portugal lidou bem com a crise o mesmo afirmou que crê que “está a cometer um erro sério, porque os programas de austeridade são absolutamente destrutivos e que nem do ponto de vista da economia fazem sentido. Até os economistas do FMI reconhecem isso. E estão a destruir a conquista mais importante do pós-guerra, o estado social. Nos resgastes o dinheiro foi quase todo para os bancos. O problema foi das instituições financeiras e dos bancos e as populações é que pagaram. O único país que que actuou racionalmente foi a Islândia e teve êxito. Disse que não pagava (suspendeu os pagamentos aos credores internacionais) para grande fúria dos bancos alemães” (revista “Visão” nº.1158, 14 a 20/05/2015, pag.20).
Foi este o trabalho mercenário de Passos Coelho, garantir que os bancos alemães recebessem o dinheiro. E porque Passos Coelho prefere levar o povo à miséria para garantir que os bancos alemães recebam o dinheiro? Pela mesma razão acima já exposta: sucesso. Passos Coelho não está preocupado com o país, mas com o sucesso do seu futuro. Por esta razão o mesmo faz tudo para agradar aos banqueiros internacionais a fim de que estes possam assegurar o seu futuro, num cargo importante e bem remunerado.

sábado, 31 de maio de 2014

CANONIZAÇÕES

UMA REFLEXÃO
(Canonizações)

A Igreja canonizou o Papa João Paulo II e o Papa João XXIII. Prepara-se agora para canonizar o Papa Paulo VI.
O que está por detrás destas canonizações? A santidade das pessoas ou a utilização das mesmas para outro fim? Qual o real objectivo destas canonizações?
O Papa João XXIII foi o Big Bang da crise que eclodiu na Igreja. O Papa João Paulo II foi o pai dos Encontros de Assis, a babel.
O Papa Paulo VI o pai da trágica reforma litúrgica.
Se atendermos os critérios, antes do Concilio Vaticano II, jamais estes três Papas seriam canonizados precisamente pelos graves erros, atrás referidos. Porquê? Porque as canonizações não preenchem as condições exigidas pelo Concílio Vaticano I para garantir a infalibilidade de um acto pontifício.
No novo processo o exame de não-culto é somente “de visu“, isto é, a olho, e o exame “De scriptis” se limita ao que foi publicado de modo impresso, não se examinando manuscritos. Também no novo processo foi abolido o chamado “advogado do diabo“, isto é, o acusador, de modo que o novo processo se faz examinando uma biografia positiva do Servo de Deus, cuja causa está em exame.
O Papa João Paulo II foi um homem que deu imagem de santidade, particularmente nos últimos dias da sua vida que foram heróicos. Contudo, a gravidade dos Encontros de Assis seria o suficiente e o bastante para não ser canonizado se atendermos aos critérios, antes do Concilio Vaticano II. Temos assim, que para a Igreja Conciliar tais erros não são impeditivos para serem canonizados, já para a Igreja, antes do Vaticano II, seriam de todo impeditivos.
Os Encontros de Assis, à luz do anterior magistério e da doutrina católica, são um acto gravíssimo porque, entre vários erros, atenta contra o Primeiro Mandamento de Deus.
Há quem justifique os Encontros de Assis com o legitimo progresso do magistério. Mas este não deve ser continuidade do anterior? A legitimidade não assenta na continuidade do depósito da fé recebido e na fidelidade a Tradição Teológica?
Os Encontros de Assis preenchem esses requisitos? Evidentemente que não.
Entretanto estamos a beira de mais uma canonização, a do Papa Paulo VI. Sobre este Papa existem três obras, com vasta documentação e factos sérios, que desencorajaram o Papa João Paulo II a dar o passo da canonização.
O Papa Paulo VI foi o combustível do Big Bang de João XXIII. Paulo VI incendiou o edifício, assistiu ao incêndio e a destruição do mesmo e nada fez, qual Nero dos tempos modernos.

Passados 50 anos, ainda hoje a Igreja sofre as consequências deste incêndio: a reforma litúrgica. Como é possível canonizar um Papa que protestanizou a Santa Missa?
Face a isto, levanta-se a questão: Se não são as pessoas que se quer canonizar, então o que se pretende com estas canonizações?
É para todos evidente que a Igreja está numa gravíssima crise, a maior de todos os tempos.
Lutero com a sua “reforma” não conseguiu a magnitude da actual crise da Igreja. A revolta ou a revolução de Lutero foi extra-corpo. Foi um vírus que fez muito mal, mas que o corpo da Igreja conseguiu barrar a sua entrada. A Igreja ficou de cama, mas levantou-se.
O que se passa hoje? A resposta está no Vaticano II. Há neste Concílio um mistério de iniquidade permitido por Deus, talvez como castigo.
Em que consiste este mistério de iniquidade? Misteriosamente o Vaticano II acolheu o vírus que há 500 anos atacou a Igreja, e que esta soube defender-se.
Estranhamente, numa atitude incompreensível e até suicida, por ora, misteriosa, a Igreja, com o Vaticano II, injecta nela própria, nas suas veias, o vírus de há 500 anos. Se há 500 anos ela ficou de cama, hoje ela está moribunda, agonizante.
Mas, o mais extraordinário, é que ela acha que está com saúde, um estado saudável como nunca teve.
Temos aqui a situação do doente que se apaixona pela sua própria doença. Isto é, encontra-se no estado de Stockholmssyndromet, também conhecido pelo Síndrome de Estocolmo. A vítima tenta identificar-se com o raptor. No caso da Igreja, esta tenta identificar-se com a doença.
Quando assim é, evidentemente que a cabeça está gravemente doente. Quem é a cabeça deste corpo que é a Igreja? Todos sabemos que é Cristo. Mas a cabeça visível, pela qual Cristo rege, é o Papa, bispos e presbíteros.
Havia um cantor português, António Variações, que tinha e tem uma música cujo título é “Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga”. Curiosamente foi o que aconteceu com ele. Morreu de sida.
Temos então todo um corpo a sofrer porque a cabeça não tem juízo. Tal é a gravidade desta perda de juízo que transformou os pastores em lobos. Destes há os que têm consciência que o são. Outros há, que não têm consciências que se transformaram em lobos, devido a cegueira espiritual, em consequência da circulação do sangue envenenado pelo vírus que entrou através do Vaticano II. Por último, temos os que tendo consciência deste veneno, e dos lobos, por medo destes tornaram-se cúmplices dos mesmos por covardia, por medo, por respeitos humanos, por uma deficiente noção de obediência, por interesses pessoais e, por fim, a soma disto tudo, por falta de fé.
A geração episcopal e Presbestial do espirito do Vaticano II, na sua grande maioria, serão réus de morte diante do juízo de Deus.

De Santo Afonso de Ligório, no livro "A Selva", lê-se que S. João Crisóstomo tem por condenado o padre que no tempo do seu sacerdócio comete um só pecado mortal: Se pecardes como particular, será menor o vosso castigo; se pecais no sacerdócio, estais perdido.
São em verdade terríveis as ameaças, que o Senhor profere pela boca de Jeremias contra os padres que pecam: Estão manchados o profeta e o sacerdote, e eu encontrei na minha casa a iniquidade deles, diz o Senhor. Por isso o seu caminho será como um atalho escorregadio e coberto de trevas.
Pela boca de Ezequiel: Coloquei-vos sobre o monte santo de Deus… e vós pecastes; e eu vos expulsei do monte de Deus, e vos entreguei à ruína. Vós que sois padres, diz o Senhor, eu vos estabeleci sobre a montanha santa, para serdes os faróis do universo: Sois vós a luz do mundo. Uma cidade assente no cimo duma montanha não pode estar escondida.
S. Jerónimo diz: Nenhuma besta há no mundo mais feroz que um mau padre, porque esse não se quer deixar corrigir. E o autor da Obra imperfeita: Os leigos facilmente se emendam, mas um mau eclesiástico é incorrigível.
Cinquenta anos passaram depois do Vaticano II e os factos desmentem, até a saciedade, a primavera pentecostal da Igreja. Pelo contrário, surgiu um inverno tenebroso que tem feito muitas vítimas, quer no povo de Deus, quer no próprio corpo sacerdotal. Cinquenta anos depois do Vaticano II, é indesmentível que a Igreja está moribunda.
Então qual o sentido e o objectivo destas canonizações? Este gesto, estas iniciativas, fez-me vir à mente aquela passagem bíblica da Escritura em que o Anti-Cristo em desespero de causa para convencer e credibilizar-se eleva-se aos céus. Sei que a imagem é forte, mas foi a que me veio à mente. Uso a mesma como analogia.
Vejo assim que as actuais canonizações são um acto de desespero para credibilizar o Concilio Vaticano II. É a síndrome de Estocolmo que confirma a identificação com a doença, quando é evidente que esta deu muitos maus frutos à Igreja. Contudo, misteriosamente, esta apaixonou-se e identificou-se com a doença.
Face a isto é pertinente perguntar como é possível que o Espirito Santo permitiu tal coisa?
Bem, se olharmos para a história da Igreja vemos que também o Espirito Santo permitiu Papas devassos, assassinos, tenebrosos e maus, bem como outros acontecimentos infelizes.
O Vaticano II é, dentro da história dos Concílios da Igreja, um concilio atípico e, por isso, único, fugindo à Tradição.
Porque permitiu o Espirito Santo tal acontecimento? Por castigo dos nossos pecados? Muito provavelmente.
Verificamos que a Igreja, saída do Vaticano II, conhecida hoje como Igreja Conciliar, tem resistência à Tradição no sentido do antes Vaticano II. Verifica-se ainda que ela combate a Tradição e persegue a mesma. Para a Igreja Conciliar a Tradição é o Vaticano II, que resume nele tudo o que foi dito antes. Portanto, Tradição é o Vaticano II e este é a Tradição. É como que se a Igreja tivesse nascido a partir do Vaticano II. Por isso, ela hoje é conhecida como a Igreja Conciliar. É assim notório a existência de ideias revolucionárias no Vaticano II que se caracteriza por uma ruptura com o passado, uma recusa da experiência acumulada durante séculos (a missa tridentina ou a missa de sempre). Apaga-se tudo e recomeça-se de novo, baseando tudo na ideia que se tem das coisas (A missa de Paulo VI). 
Porquê então este combate e perseguição a Tradição que a Igreja ensinou desde os Apóstolos até aos nossos dias? Porque voltar a Tradição é repor a Verdade litúrgica no seio da Igreja, o que provocará uma luta doutrinal contra o erro.
Por isso se pode entender as palavras de Paulo VI ao seu amigo Guitton, em Setembro de 1976: “Mas essa missa dita de São Pio V, como se a vê em Ecône, se torna o símbolo da condenação do Concílio. Ora, jamais aceitaremos, em nenhuma circunstância, que se condene o Concílio por meio de um símbolo. Se fosse acolhida essa excepção, o Concílio inteiro arriscaria de vacilar. E consequentemente a autoridade apostólica do Concílio”. 
Percebe-se assim porque a Igreja Conciliar mantém esta resistência a Tradição. A presença pública e autorizada do erro litúrgico no seio da Igreja, a missa de Paulo VI, provoca uma luta e resistência doutrinal contra a verdade. E tem sido essa a práxis da Igreja Conciliar perseguir tudo o que seja da Tradição, particularmente a missa do rito romano, também conhecido como gregoriana, tridentina ou de S.Pio V. Porque? Porque esta missa, conhecida também como a minha de Sempre, seria uma presença publica e clara da Verdade litúrgica no seio da Igreja o que, evidentemente, desmontaria o erro que está por detrás da missa de Paulo VI.
As canonizações dos Papas João XIII, João Paulo II e brevemente de Paulo VI em última análise não tem como fim os Papas visados, mas sim justificar com os mesmos a infalibilidade de uma época histórica que introduziu na Igreja a primazia da prática pastoral sobre a doutrina, da caritas (caridade) à frente da veritas (verdade). Tal praxis é totalmente contrária ao ensino do magistério da Igreja e dos Concílios desde os apóstolos até ao Vaticano II.
Perante tudo isto o que deve fazer o católico? Ser sedevanquista? JAMAIS! Isso é um erro terrível. Deve rezar ainda mais pelo Papa e pela Igreja. Não deve, de modo nenhum, difamar o Papa, deve sim combater o erro. Jesus quis que a Igreja fosse edificada sobre Pedro. Já tivemos Papas completamente devassos. É com Pedro que todo o católico deve estar, mesmo que este erre. A sua atitude deve ser a da oração por Pedro, pela Igreja e do combate ao erro.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

PORQUÊ A MISSA TRADICIONAL?

Por que a Missa Tradicional?
(1) A venerável e imemorial Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, é teocêntrica –centrada e direccionada a Deus Todo-Poderoso. Ela dá glória constante ao Deus Trino: um sacrifício de adoração, acção de graças, propiciação e impetração, direccionado a Deus, tanto teológica quanto ritualmente.

(2) A venerável Missa Romana (Missa Tradicional) é a “Missa de Sempre”; é a Missa que sempre foi oferecida pela Igreja una, santa e católica. Assim, ela é a verdadeira e autêntica Missa Católica. Ela é a Missa que foi transmitida pela tradição de Roma, a cidade consagrada pelo sangue de dois príncipes, os santos apóstolos São Pedro e São Paulo. Ela é a obra prima de dois mil anos da Tradição, vida e culto católicos.

(3) Através da Missa Tradicional podemos ser supremamente fiéis a nossa religião católica, isto é, fiéis (exactamente à mesma) lei da fé (lex credendi) e (exactamente à mesma) lei da oração (lex orandi) que foram professadas por todos os nossos ancestrais na Fé, remontando aos próprios Apóstolos.

(4) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes, professa, manifesta e honra o inefável Mistérioque acontece: Jesus Cristo, o único Sumo Sacerdote, oferece a Sua vida, através do ministério de Seus sacerdotes, de maneira incruenta. Nosso Redentor volta a morrer por nós de maneira mística.
(5) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, professa, manifesta, reverencia e adora o inefável Mistério que acontece: o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, junto com a Sua alma e Divindade, se tornam realmente presentes através do Milagre da Transubstanciação no momento da Consagração.
(6) É Dogma da Fé Católica que o culto de Adoração (latria) deve ser dado a Cristo presente na Eucaristia. A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, realiza esse culto de maneira perfeita.
(7) A venerável Missa Romana realça o fato de que a Santa Missa é o próprio sacrifício de Cristo, santo, perfeito e completo em cada aspecto, através do qual cada fiel honra a Deus de maneira nobre, confessando ao mesmo tempo o seu próprio nada e o supremo domínio que Deus tem sobre ele.
(8) A venerável Missa Romana é imutável. Ela se caracteriza por uma santa permanência e estabilidade. Ela é extremamente importante, porque reflecte a lex credendi (a Fé), que não muda. Deus é imutável, as santas verdades da Fé Católica são imutáveis, a Sagrada Escritura é imutável. . . A Santa Missa é imutável.
(9) A Missa Romana clássica é universal. Ela nos une não somente a todos os católicos do mundo (espaço), mas também a todos os nossos ancestrais católicos ao longo dos séculos (tempo), especialmente, às multidões de santos, cujas almas foram nutridas e fortalecidas pela mesma Liturgia celeste.
(10) O nosso Rito Antigo expressa a Fé Católica Romana de maneira clara e completa, com beleza sublime e nobre precisão, como, por exemplo, os mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação, a santidade e grandeza de Deus Todo-Poderoso, o mistério da graça e a realidade do pecado, a veneração da Santíssima Virgem Maria, os anjos e os santos, a Missa como o Sacrifício de Cristo oferecido ao Pai Eterno para a nossa salvação, o sacerdócio como uma perpetuação do próprio Sacerdócio de Cristo, a natureza hierárquica da Igreja, morte, juízo, céu e inferno.
(11) A venerável Missa Romana professa, manifesta e exalta os seguintes efeitos do Santo Sacrifício da Missa: a Santíssima Trindade é adorada, honrada e glorificada, Jesus Cristo renova [misticamente] a Sua Morte na Cruz, Jesus Cristo intercede pela Igreja, a Virgem Maria e os santos são honrados, a Igreja é auxiliada na batalha contra o demónio e em seu esforço para alcançar o céu, as santas almas são libertadas do purgatório.
(12) As orações da Missa Tradicional expressam, transmitem e exaltam a doutrina católica, como, por exemplo, o ensinamento católico sobre o inferno, o juízo divino, a ira de Deus, a punição pelo pecado, a maldade do pecado como o mal maior, o desapego do mundo, o purgatório, as almas dos falecidos, o reinado de Cristo na terra, a Igreja Militante, o triunfo da Fé Católica, os males da heresia, cisma e erro, a conversão de não católicos, os méritos dos santos e os milagres.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

VATICANO II- Pastoral como dogma!

O Concílio Vaticano II é o único concilio da história da Igreja onde não se define nada e, mesmo tendo todo o poder de um qualquer Concílio Ecuménico, apenas se pronunciou a um nível mais modesto, um nível pastoral. Ora... aqui há um problema, é que o "concílio pastoral" foi USADO posteriormente como um Concílio "dogma", uma "carta doutrinal" segundo a qual haveria de ser interpretada toda a Igreja.
Em suma, fizeram do "pastoral", "doutrinal", quando o pastoral é uma aplicação prática que só deve existir com a finalidade de submissão total à doutrina para a fazer aplicar sem a diminuir ou ferir ou contradizer. Portanto não há problema em considerar este concílio como falível, na medida em que deve ser colocado sob a doutrina e usado com "moderação" e se necessário! Aqueles casos em que parece que a Doutrina e este Concílio não coincidem totalmente, há que preferir a Doutrina, sem receios, sem censuras, e com aplausos.
O Concílio por outro lado, foi algo acidentado e acidental... mas, lá está, foi o único que se pronunciou apenas a um nível mais modesto, e isso bastará para o colocarmos em segundo plano e não no plano supremo. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Tradicionalista!

“Tradicionalista!”
Por Padre Fernando Arêas Rifan (hoje bispo)

“Tradicionalista” é o católico apostólico romano, fiel à Tradição católica, isto é, à doutrina, à moral, à liturgia tradicional da Igreja de sempre.

Este termo “tradicionalista” não significa retrógrado, antiquado, oposto ao progresso, radical, fundamentalista, avesso às sadias novidades, ou qualquer coisa parecida. Aliás, “Tradição” significa progresso, só que na mesma linha do passado. É um processo contínuo, ligado ao que o antecedeu, um enriquecimento, uma soma do passado com o presente que lhe é similar, enfim, um crescimento, como o de uma árvore ou de uma pessoa.

Esta palavra foi consagrada pelo Papa São Pio X, na sua carta encíclica “Notre charge apostolique”, quando disse: “Os verdadeiros amigos do povo não são os inovadores, mas os tradicionalistas”.

Como a Igreja Católica não é só de hoje, ou de 30 anos para cá, mas é de ontem, de hoje e de sempre, a conclusão lógica é que a Tradição é algo essencial à Igreja Católica. Tradicionalismo não é um partido ou um movimento dentro da Igreja: é o catolicismo como tal. E único. Ser católico fiel a Tradição, ou tradicionalista, não é um dos modos de ser católico; é o único modo de ser católico. Aliás, dizer católico tradicionalista vem a ser até um pleonasmo, uma repetição que nem se precisa dizer, mas que hoje se faz necessária já que muitos hoje se dizem católicos mas rejeitam a Tradição multissecular e perene da Santa Igreja, e por isso já não são mais verdadeiros católicos de facto.

Mas há vários modos de ser ou se tornar católico tradicionalista:
Tradicionalista por saudosismo: saudade do passado.
Tradicionalista por sentimento: “eu me sinto melhor assim!”
Tradicionalista por tradição: avós, pais, família…
Tradicionalista por simpatia: “eu me simpatizo com a Tradição e tenho amigos lá…”
Tradicionalista por imposição: pais, família, namorada, emprego…
Tradicionalista por obediência: pais, patrões, superiores…
Tradicionalista por companheirismo: amigos…
Tradicionalista por proximidade: “a igreja fica perto de minha casa…”
Tradicionalista por política: para angariar votos…
Tradicionalista por escândalo: escandalizado pelas loucuras que viu no progressismo…
Tradicionalista por interesse: conseguir emprego, namorada, etc.

TRADICIONALISTA POR CONVICÇÃO: por causa da doutrina e, em consequência, da liturgia tradicional, do respeito e da seriedade que a acompanham.

É claro que, mesmo que se tenha vindo para Tradição por qualquer um dos modos acima, o único modo verdadeiro e digno deste nome é o último. Só por convicção pela doutrina é que você será um verdadeiro tradicionalista, isto é, um verdadeiro católico apostólico romano, da Igreja de sempre de Nosso Senhor.

(Ontem Hoje Sempre, Campos, Abril-Maio de 1999, nº 52)